Evento debate sobre a necessidade de tornar a saúde mais acessível para a comunidade LGBT
Eventos como o Festival da Diversidade Guaianases são importantes para descobrir quais são as demandas no território.
Por Victoria Marques
A saúde da comunidade LGBTQIAP+ precisa ser debatida, essas pessoas merecem ser informadas e atendidas de maneira eficiente, já que essa comunidade necessita de atendimentos diferenciados e acessibilidade.
O Festival da Diversidade Guaianases abordou esse assunto no CEU Jambeiro em Guaianases, em 13 de outubro. O pedagogo do CCLGBTI, Luiz Fernando Prado Uchoa, foi um dos palestrantes convidados e explica a importância de ouvir e atender essa população: “Os profissionais da área da saúde, da educação de todas as áreas têm que compreender as demandas e as necessidades dessa população para poder propiciar um atendimento humanizado, qualificado, porque pensar na população LGBTQAPN+ não é só pensar numa sopa de letras, mas pensar em uma pessoa PCD, é pensar numa pessoa negra, pensar numa pessoa idosa, pensar numa pessoa como um todo”.
Em 2023, 28,12% Dos homens trans tiveram sua identidade de gênero desrespeitada durante a gestação, segundo o instituto nacional de transmasculinidades. No mesmo ano, o estudo Lesbocenso Nacional revelou que 24,98% das lésbicas afirmaram já terem sofrido algum tipo de violência ou discriminação em atendimentos ginecológicos.
A conselheira de saúde Jaqueline Alves De Souza explica a necessidade de profissionais habilitados para tratar essa população: “Tem enfermeiros que não são qualificados para isso. Tem pessoas que não são. Como você quer fazer um trabalho que você não está qualificado? Precisam ser pessoas estruturada para você lidar com o LGBT, para você lidar com essa população, porque é uma é uma questão diferenciada”.
Ela também falou sobre a importância de políticas públicas para LGBTQIAP+: “Se tiver condições melhores, onde você consiga se ver como ser humano, como gente, aí sim. Aqui (Zona Leste) está muito longe ainda disso".
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